Estes dias tive um sonho horrível!
Daqueles de acordar suando hehehehehe.
Só quem leva o parkour a sério e o toma como parte essencial da sua vida vai me entender.
O sonho era o seguinte:
Estava eu andando por um lugar parecido com um colégio e de repente me vi sendo perseguido por uns caras bem suspeitos e para minha segurança saí correndo. Quando me dei de cara com certos obstáculos não me intimidei porque estava confiante do meu parkour e segui em frente. A partir desse momento tudo deu errado. Ao fazer a primeira passada, senti meu corpo fraco, não conseguia firmar minhas mãos nem meus pés de jeito nenhum. Entrei em desespero porque tudo o que tinha treinado acabava de ir por agua abaixo. Estava tão fraco que mal conseguia ficar de pé! Quando fui alcançado pelos que me perseguiam eu acordei.
Esse sonho me fez pensar muito sobre tudo.
Rever meus conceitos dentro do parkour e sobre minha real capacidade.
Será que estou treinando corretamente?
Será que a evolução que tive não passa de ilusão?
Será que estou realmente pronto pra usar o que sei?
Quem me conhece deve ter percebido certas mudanças no meu jeito de treinar nesses últimos dias. Estou mais focado em movimentos menos complexos e me posicionando de forma que esteja sempre pronto pra sair me movimentando.
Acho que todo traceur deve parar para pensar nestas questões e estar de tempos em tempos se reavaliando pra não correr o risco de se perder no caminho.
Pare e pense, mas não perca o flow.
Sempre avançando!
17/02/2011
10/02/2011
Parkour como treinamento funcional.
Como o nome já diz, o treinamento funcional é um tipo de treinamento que busca desenvolver o corpo humano para que possa realizar suas funções.
Diferente dos treinamentos tradicionais com aparelhos e tudo mais, o treinamento funcional não utiliza equipamentos que estabilizem o corpo ou que exijam de cada músculo separadamente, ou seja, ele faz com que o corpo trabalhe em sua totalidade, exigindo esforço de vários músculos ao mesmo tempo, cada um com determinada função, e deixa que o próprio corpo busque estabilização.
Com base nesses conhecimentos acho que já deu pra fazer uma boa relação entre treinamento funcional e parkour né?
O objetivo do parkour é justamente esse: preparar o corpo por completo, de forma equilibrada, sem causar desproporção, permitir que ele se movimente pelo ambiente e realize suas funções, minimizando a possibilidade de alguma lesão.
Portanto, o parkour, como treinamento funcional que é, oferece aos traceurs:
- Equilíbrio (estático e em movimento);
- Boa postura;
- Flexibilidade;
- Resistência muscular e cardiovascular;
- Força;
- Coordenação motora;
(Resumindo: o seu corpo vai poder fazer o que foi feito para fazer!)
Mas lembre-se que os movimentos devem ser feitos sempre de forma correta.
E com muita dedicação!
Movimento é Tudo! Faz parte do SER humano!
Sempre avançando!
26/01/2011
Definição de Parkour

A pedidos de uma leitora do blog que ainda é leiga quando o assunto é parkour, eu dedicarei esse post para poder tentar definir o que é parkour visto de uma óptica mais simples e menos subjetiva.
Parkour (variação do francês "Parcours", que significa Percurso) ou L'art du Déplacement (literalmente, Arte do Deslocamento) encontra sua origem na França, país dos criadores da prática, que são David Belle, Sébastien Foucan e os outros membros fundadores do Parkour. A escolha do nome "Parkour" também se deve a um método de treinamento militar, o "parcours du combattant" (percurso do combatente) proposto por Georges Hébert, que foi um esportista e educador físico francês. O "parcours du combattant" utilizava o Método Natural de Educação Física, que desenvolve as habilidades naturais do homem para facilitar a sua sobrevivência no ambiente em que vive. Ele divide as principais habilidades naturais do homem da seguinte forma: caminhar, correr, saltar, escalar, quadrupediar, equilibrar, carregar e arremessar coisas, lutar e nadar. É do Método Natural que vêm as máximas muito aplicadas na filosofia do Parkour: "Ser forte para ser útil" e "Ser e durar".
A atividade física conhecida como Parkour é dificil de ser categorizada e até ser explicada, pelo fato de ser algo inovador, extremo e mais que tudo útil a todos os seres humanos. Parkour é a arte de superar os obstáculos físicos quaisquer e também os obstáculos psicológicos, como medo, preguiça, vergonha, tédio, etc. Nunca se sabe quando sua vida dependerá das suas habilidades e com o Parkour, você estará sempre preparado para qualquer situação. Assim como as artes marciais, o Parkour garante ao praticante, com muito treino, o auto-conhecimento, força, velocidade, agilidade, destreza, concentração, raciocínio rápido, bons reflexos, entre outras habilidades.
O praticante de Parkour é conhecido pelo termo "Traceur", e a praticante como "Traceuse". Esses substantivos são derivados do verbo em francês "tracer", que significa traçar. A escolha do verbo se justifica pelo fato do praticante "traçar" o percurso que deseja fazer da forma mais eficiente que se encaixa dentro dos objetivos do traceur.
Assim como toda atividade intensa, o Parkour oferece vários riscos de lesão ao praticante desatento, por isso é sempre importante a presença de outro praticante experiente para lhe ajudar no pior dos casos e lembre-se faça somente o que seu corpo permite e por sua própria conta e risco. Devemos agir sempre com cautela, respeitar as nossas limitações, respeitar o ambiente em que treinamos, as pessoas em nossa volta e ter sempre muita concentração e auto-conhecimento para que o universo conspire ao nosso favor, minimizando as chances de acidentes.
Parkour (variação do francês "Parcours", que significa Percurso) ou L'art du Déplacement (literalmente, Arte do Deslocamento) encontra sua origem na França, país dos criadores da prática, que são David Belle, Sébastien Foucan e os outros membros fundadores do Parkour. A escolha do nome "Parkour" também se deve a um método de treinamento militar, o "parcours du combattant" (percurso do combatente) proposto por Georges Hébert, que foi um esportista e educador físico francês. O "parcours du combattant" utilizava o Método Natural de Educação Física, que desenvolve as habilidades naturais do homem para facilitar a sua sobrevivência no ambiente em que vive. Ele divide as principais habilidades naturais do homem da seguinte forma: caminhar, correr, saltar, escalar, quadrupediar, equilibrar, carregar e arremessar coisas, lutar e nadar. É do Método Natural que vêm as máximas muito aplicadas na filosofia do Parkour: "Ser forte para ser útil" e "Ser e durar".
A atividade física conhecida como Parkour é dificil de ser categorizada e até ser explicada, pelo fato de ser algo inovador, extremo e mais que tudo útil a todos os seres humanos. Parkour é a arte de superar os obstáculos físicos quaisquer e também os obstáculos psicológicos, como medo, preguiça, vergonha, tédio, etc. Nunca se sabe quando sua vida dependerá das suas habilidades e com o Parkour, você estará sempre preparado para qualquer situação. Assim como as artes marciais, o Parkour garante ao praticante, com muito treino, o auto-conhecimento, força, velocidade, agilidade, destreza, concentração, raciocínio rápido, bons reflexos, entre outras habilidades.
O praticante de Parkour é conhecido pelo termo "Traceur", e a praticante como "Traceuse". Esses substantivos são derivados do verbo em francês "tracer", que significa traçar. A escolha do verbo se justifica pelo fato do praticante "traçar" o percurso que deseja fazer da forma mais eficiente que se encaixa dentro dos objetivos do traceur.
Assim como toda atividade intensa, o Parkour oferece vários riscos de lesão ao praticante desatento, por isso é sempre importante a presença de outro praticante experiente para lhe ajudar no pior dos casos e lembre-se faça somente o que seu corpo permite e por sua própria conta e risco. Devemos agir sempre com cautela, respeitar as nossas limitações, respeitar o ambiente em que treinamos, as pessoas em nossa volta e ter sempre muita concentração e auto-conhecimento para que o universo conspire ao nosso favor, minimizando as chances de acidentes.
Esses são os nomes de alguns movimentos do Parkour (os termos predominantemente em francês, devido a origem da prática):
- Saut de chat
- Saut de bras
- Demitour
- Precision
- Láchê
- Planche
- Equilibre
- Franchissement
- Quatrupedia
- Passe muraille
- Saut contraire
- Saut de fond
- Tic-Tac
- Rolamento
- Saut de détente, etc
- Yamakasi http://www.majesticforce.com/
- 3Run http://www.3run.co.uk/
- PKMAX http://www.pkmaxparkour.com/
- ABPK http://www.abpk.org.br/
- Ibyanga http://www.ibyanga.blogspot.com/
- Geração Tracer http://www.parkour.com.br/geracaotracer/
- Parkour Generations http://www.parkourgenerations.com/
- American Parkour http://www.americanparkour.com/

- B-13 - 13º distrito
- B-13 Ultimato
- 007 - Cassino Royale
- Ong Bak
Espero que tenha contribuído na divulgação da boa imagem da arte do deslocamento e ao tentar definir essa prática sempre útil e fascinante. Caso tenha ainda algumas dúvidas acerca do Parkour, sinta-se à vontade em nos perguntar na seção comentários dos nossos posts.
Sempre avançando!
20/12/2010
Super Treino Hiper Virada Mega Natal
Era um dia fatídico e ao mesmo tempo maçante para nós do APE. Não podíamos treinar, pois estávamos muito cansados, machucados e por isso, entediados. Foi quando tivemos a brilhante idéia de realizar um treino especial para além de comemorar as férias, festejar o natal e espantar esse desânimo. O que fizemos então? Um "Super Treino Hiper Virada Mega Natal", que eh simplesmente treinar a madrugada inteira, ou seja virar a noite treinando Kung Fu e Parkour!! Que maravilha!!! Para isso, compramos os nossos mantimentos (comida e bebida à vontade) e combinamos o lugar, que o nosso amigo Dennis Freitas cedeu sua casa para tal fim.
Não há palavras para descrever tamanha felicidade, paz de espírito que esse treinamento nos proporcionou, além de (é claro) um progresso significante nas duas artes: do combate e do deslocamento (viva o Kung Fu e o Parkour!!!), acompanhado de muitas dores, cansaço e muito, mas muito sono nos dias seguintes.
O Super Treino Hiper Virada Mega Natal ocorreu no dia 17 pro dia 18 e só publico hoje tal feito, devido ao extremo cansaço de overtrainning. Todos nós evoluímos muito em meio de muitas risadas, suor, música, dores, e muita, mas muita alegria. Só de estar na presença de amigos tão leais, animados e com quem sempre podemos contar, já é uma honra para mim.
O engraçado foi que quando paramos pela primeira vez para comer, tivemos tal epifania ao mesmo tempo: "Enquanto tanta gente está numa hora dessas fazendo tantas coisas ruins para si próprias e para os outros, nós estamos aqui, treinando, nos fortalecendo para sermos úteis." Essa frase realmente teve um valor muito grande para nós e nos inspirou ainda mais.
Um feliz Natal para todos, um próspero ano novo, com muita felicidade, saúde, coragem e muito, mas muito Flow para todos!!
Sempre Avançando
03/12/2010
Fujo, logo sobrevivo.
Uma coisa que tenho percebido desde que comecei a treinar parkour foi a mudança no modo de encarar as situações do dia a dia. Em especial as situações perigosas, que fazem o sangue ferver.
Pois bem...
Todos já ouviram alguma vez na vida que quando se está em risco, instintivamente nos são apresentadas duas opções: fuga ou luta!
Eis que a maioria das pessoas vai dizer que enfrenta o problema na base da força, ou seja, escolhe a opção "luta". E é justamente por isso que durante anos e anos a humanidade desenvolveu as mais variadas formas de luta.
Agora... e se olharmos para a outra opção?
Ora, muitos dirão:
- Credo! Fugir é para os fracos, os covardes. Homem que é homem resolve tudo no muque mesmo.
Ok. Mas me permito dizer que nós, traceurs, nos damos o trabalho de mostrar ao mundo uma nova perspectiva. Mostramos a todos que a questão não é, nunca foi e nunca será provar que esta ou esta atitude é ou não coragem, porque no final TUDO o que fazemos na vida é para garantir a sobrevivência.
O parkour nos mostra que a fuga é sim uma opção, e não é porque a sociedade a associa a covardia que vamos nos jogar de olhos fechados em uma briga, esperando ser glorificado como "o corajoso".
Esqueça o que vão pensar de você. A sobrevivência é o único propósito!
Nós, traceurs, fizemos e continuamos fazendo da fuga uma forma de arte e uma opção.
Entre sobreviver e provar um valor vazio... Há, prefiro sobreviver.
Sempre avançando!
Pois bem...
Todos já ouviram alguma vez na vida que quando se está em risco, instintivamente nos são apresentadas duas opções: fuga ou luta!
Eis que a maioria das pessoas vai dizer que enfrenta o problema na base da força, ou seja, escolhe a opção "luta". E é justamente por isso que durante anos e anos a humanidade desenvolveu as mais variadas formas de luta.
Agora... e se olharmos para a outra opção?
Ora, muitos dirão:
- Credo! Fugir é para os fracos, os covardes. Homem que é homem resolve tudo no muque mesmo.
Ok. Mas me permito dizer que nós, traceurs, nos damos o trabalho de mostrar ao mundo uma nova perspectiva. Mostramos a todos que a questão não é, nunca foi e nunca será provar que esta ou esta atitude é ou não coragem, porque no final TUDO o que fazemos na vida é para garantir a sobrevivência.
O parkour nos mostra que a fuga é sim uma opção, e não é porque a sociedade a associa a covardia que vamos nos jogar de olhos fechados em uma briga, esperando ser glorificado como "o corajoso".
Esqueça o que vão pensar de você. A sobrevivência é o único propósito!
Nós, traceurs, fizemos e continuamos fazendo da fuga uma forma de arte e uma opção.
Entre sobreviver e provar um valor vazio... Há, prefiro sobreviver.
Sempre avançando!
26/10/2010
Percurso simples.
Taí mais um vídeo do Avancé Parkour Équipe!
Esse vídeo mostra um percurso simples que pode ser feito em um dos picos da cidade.
Nada estravagante mas esperamos que gostem! :)
Clique aqui para ver o vídeo.
Sempre avançando!
23/10/2010
Parkour e a necessidade humana de se relacionar com o meio.
Muitas vezes vi crianças com suas respectivas mães passando pela rua. As crianças eram como que magnetizadas para fora do caminho. Largavam a mão das mães e iam por outros rumos, subindo e descendo coisas e procurando desafios. E as mães, obviamente, insistiam em chamar a atenção dos coitados.
Essas coisas me puseram a pensar como o modo de vida ao qual estamos inseridos nos faz distorcer as necessidades humanas.
Com o desenvolvimento da sociedade (o que diz respeito a fixação, agricultura, pecuária, etc), o homem abandonou certos hábitos como o nomadismo o e a caça. Deixou de depender fisicamente do corpo, já que as máquinas podem fazer todo o trabalho duro.
O corpo humano foi feito para o movimento, pois como animais, devemos nos relacionar com o meio.
É só pensar nas poucas tribos nômades e indígenas que existem. Elas não se desprenderam dos velhos hábitos. Ainda saem em busca de alimentos e proteção. Vivem como foram feitos pra viver.
As crianças que vivem nessa sociedade "independente" da capacidade física ouvem seus instintos e querem sair correndo e pulando coisas por aí, como se preparassem para viver do trabalho do próprio corpo. Mas, infelizmente, tem esse instinto abafado pelos que já perceberam que a habilidade corporal é "inútil" nos dias de hoje. Daí surgem mais e mais pessoas barrigudas, fracas e dependentes da tecnologia.
O Parkour se mostra então como uma retomada dos velhos hábitos humanos, um resgate do que o homem realmente foi feito para fazer. E mostra para as pessoas que sim, é possível ignorar a dependência e a fraqueza a que somos impostos.
Nos tornamos então homens fortes, rápidos, prontos pra reagir diante do perigo e ajudar a quem precisa. Como uma matilha, vivemos livres e prontos para o que der e vier.
Sempre avançando!
Essas coisas me puseram a pensar como o modo de vida ao qual estamos inseridos nos faz distorcer as necessidades humanas.
Com o desenvolvimento da sociedade (o que diz respeito a fixação, agricultura, pecuária, etc), o homem abandonou certos hábitos como o nomadismo o e a caça. Deixou de depender fisicamente do corpo, já que as máquinas podem fazer todo o trabalho duro.
O corpo humano foi feito para o movimento, pois como animais, devemos nos relacionar com o meio.
É só pensar nas poucas tribos nômades e indígenas que existem. Elas não se desprenderam dos velhos hábitos. Ainda saem em busca de alimentos e proteção. Vivem como foram feitos pra viver.
As crianças que vivem nessa sociedade "independente" da capacidade física ouvem seus instintos e querem sair correndo e pulando coisas por aí, como se preparassem para viver do trabalho do próprio corpo. Mas, infelizmente, tem esse instinto abafado pelos que já perceberam que a habilidade corporal é "inútil" nos dias de hoje. Daí surgem mais e mais pessoas barrigudas, fracas e dependentes da tecnologia.
O Parkour se mostra então como uma retomada dos velhos hábitos humanos, um resgate do que o homem realmente foi feito para fazer. E mostra para as pessoas que sim, é possível ignorar a dependência e a fraqueza a que somos impostos.
Nos tornamos então homens fortes, rápidos, prontos pra reagir diante do perigo e ajudar a quem precisa. Como uma matilha, vivemos livres e prontos para o que der e vier.
Sempre avançando!
08/10/2010
Parkour e a não-mente.
Se você me perguntar por que pratico Parkour vou responder:
-Porque me faz sentir livre!
-Porque me faz sentir humano!
-Porque me faz sentir útil!
De certo, isso seria o que a maioria dos traceurs responderia também.
Mas tem algo no Parkour que me agrada mais que a liberdade, a humanidade e a utilidade. E de certa forma é a origem de todas essas sensações.
A não-mente...
Quando faço uma passada no muro, por um milésimo de segundo, sinto o mundo sumir sob meus pés. Tudo para. Nada importa além do momento: meus dedos sentindo a superfície quente e empoeirada do muro, o ar dando seu sopro mais sutil em meu rosto. Esqueço tudo. Por um instante se vão os problemas, as
dores, os medos. Não vejo as pessoas, nem os carros. Não ouço os sons caóticos da cidade. Meus pés tocam o chão, sinto a rigidez. Só aí minha mente desperta e volto ao mundo que a pouco ficara para trás.
Sei que todo traceur que se preze sabe do que estou falando.
Por vezes, essa sensação é indescritível, e só quem sabe sabe!
Outras atividades podem me fazer livre, humano e útil.
Mas só o Parkour me faz sentir tão longe, e ainda assim, tão perto de mim!
É o que faz valer o esforço constante.
Sempre avançando... sem fronteiras!
-Porque me faz sentir livre!
-Porque me faz sentir humano!
-Porque me faz sentir útil!
De certo, isso seria o que a maioria dos traceurs responderia também.
Mas tem algo no Parkour que me agrada mais que a liberdade, a humanidade e a utilidade. E de certa forma é a origem de todas essas sensações.
A não-mente...
Quando faço uma passada no muro, por um milésimo de segundo, sinto o mundo sumir sob meus pés. Tudo para. Nada importa além do momento: meus dedos sentindo a superfície quente e empoeirada do muro, o ar dando seu sopro mais sutil em meu rosto. Esqueço tudo. Por um instante se vão os problemas, as
dores, os medos. Não vejo as pessoas, nem os carros. Não ouço os sons caóticos da cidade. Meus pés tocam o chão, sinto a rigidez. Só aí minha mente desperta e volto ao mundo que a pouco ficara para trás.
Sei que todo traceur que se preze sabe do que estou falando.
Por vezes, essa sensação é indescritível, e só quem sabe sabe!
Outras atividades podem me fazer livre, humano e útil.
Mas só o Parkour me faz sentir tão longe, e ainda assim, tão perto de mim!
É o que faz valer o esforço constante.
Sempre avançando... sem fronteiras!
04/10/2010
Homem:um ser relacionado com o meio

Nenhum ser vivo está completamente isolado.Todos os seres vivos existentes na Terra estão interagindo com o meio em que vivem e com outros indivíduos,quer sejam da mesma espécie ou não.Porém,o meio altera-se continuamente e,quanto maior a plasticidade de um ser vivo,maiores as possibilidades de mater-se adaptado ao meio,ou seja,sobreviver diante das mudanças ocorridas.Tais alterações nas relações provocam novas interações que resultam em outras e,assim,sucessivamente.Todo ser vivo possui uma estrutura congruente com seu meio enquanto está vivo.
Vamos continuar treinando duro e continuar adaptados ao meio.
Sempre avançando!
29/09/2010
Você está preparado?
Hoje, quando voltava da aula, morto de fome e pensando nas aulas que ainda teria de tarde, estava andando normalmente pela rua, pelo caminho de sempre, quando comecei a ouvir uns cochichos atrás de mim.
Percebi que havia um grupo de garotos e me pus em prontidão. Mas logo vi que não estava em real ameaça. Hehehheeh!! Alarme falso.
Mas isso me fez pensar em quais seriam as minhas chances de realmente me livrar de algum perigo na situação em que me encontrava. Estava com a mochila pesadaça por causa das muitas aulas que tive, mas ainda bem que estava com o meu ténis de treinar pk e uma calça esportiva ( comecei a mudar meu habito de andar sempre de jeans e ténis de sola dura... nunca se sabe quando é preciso correr! ).
Acho que a mochila ia me prejudicar bastante e nem imagino o que faria com ela no momento da ação. Nos treinos sempre estou com uma roupa bem leve e o meu ténis de pk, as vezes com uma pequena mochila ( daquelas que se prendem no peito e na cintura ) com uma garrafa d'agua. No caso de hoje a mochila era muito pesada e não conseguiria me movimentar como nos treinos. Até agora estou sem saber o que faria com ela... (deixe sua sugestão! heheh).
Depois disso tudo vou mudar duas coisas.
Uma delas é ficar mais atento ao que acontece a minha volta pra não acabar sendo pego de surpresa.
A segunda mudança é focar um pouco mais em objetos que podem atrapalhar a movimentação, e se não for possível evitá-los, adaptar os meus movimentos a eles.
O resto é continuar treinando duro, pra ficar preparado para os problemas que a vida nos impõe, sejam eles relacionados ou não com o parkour.
É isso aí. Bons treinos e continuem avançando!
Percebi que havia um grupo de garotos e me pus em prontidão. Mas logo vi que não estava em real ameaça. Hehehheeh!! Alarme falso.
Mas isso me fez pensar em quais seriam as minhas chances de realmente me livrar de algum perigo na situação em que me encontrava. Estava com a mochila pesadaça por causa das muitas aulas que tive, mas ainda bem que estava com o meu ténis de treinar pk e uma calça esportiva ( comecei a mudar meu habito de andar sempre de jeans e ténis de sola dura... nunca se sabe quando é preciso correr! ).
Acho que a mochila ia me prejudicar bastante e nem imagino o que faria com ela no momento da ação. Nos treinos sempre estou com uma roupa bem leve e o meu ténis de pk, as vezes com uma pequena mochila ( daquelas que se prendem no peito e na cintura ) com uma garrafa d'agua. No caso de hoje a mochila era muito pesada e não conseguiria me movimentar como nos treinos. Até agora estou sem saber o que faria com ela... (deixe sua sugestão! heheh).
Depois disso tudo vou mudar duas coisas.
Uma delas é ficar mais atento ao que acontece a minha volta pra não acabar sendo pego de surpresa.
A segunda mudança é focar um pouco mais em objetos que podem atrapalhar a movimentação, e se não for possível evitá-los, adaptar os meus movimentos a eles.
O resto é continuar treinando duro, pra ficar preparado para os problemas que a vida nos impõe, sejam eles relacionados ou não com o parkour.
É isso aí. Bons treinos e continuem avançando!
24/09/2010
Treinando a "visão parkour"
Sexta-feira a tarde. Dia de deixar os problemas de lado, por o par de ténis e ir pra rua treinar.
Pessoal reunido todo mundo bem alongado e bem aquecido. Bora treinar!
Mas tem um problema. O lugar de treino é sempre o mesmo, os percursos são sempre os mesmos. Chega uma hora que fica chato, muito chato.
Pra quem mora em cidade pequena, de interior sabe do que eu estou falando. Os picos são muito poucos, realmente limitados.

Foi aí que alguém lança o desafio. Bolar novos percursos e treinos em lugares onde não da pra fazer quase nada. É aí que a criatividade entra em jogo, e posso dizer, é muito bom.
Se movimentar bem em lugares difíceis e onde poucos pensariam ser possível. É nesse momento que nós, traceurs, temos vantagem sobre os não-traceurs. E na hora que é pra valer, é bom estar sempre com a sua "visão parkour" bem apurada.
Assim não tem quem nos segure. É só treinar muito muito muito!
Bora bora. Let's go!
Pessoal reunido todo mundo bem alongado e bem aquecido. Bora treinar!
Mas tem um problema. O lugar de treino é sempre o mesmo, os percursos são sempre os mesmos. Chega uma hora que fica chato, muito chato.
Pra quem mora em cidade pequena, de interior sabe do que eu estou falando. Os picos são muito poucos, realmente limitados.

Foi aí que alguém lança o desafio. Bolar novos percursos e treinos em lugares onde não da pra fazer quase nada. É aí que a criatividade entra em jogo, e posso dizer, é muito bom.
Se movimentar bem em lugares difíceis e onde poucos pensariam ser possível. É nesse momento que nós, traceurs, temos vantagem sobre os não-traceurs. E na hora que é pra valer, é bom estar sempre com a sua "visão parkour" bem apurada.
Assim não tem quem nos segure. É só treinar muito muito muito!
Bora bora. Let's go!
19/09/2010
Movimento.

O que é o movimento?
Movimento é aquilo que nos sutenta, que torna possível a nossa existência, a nossa vida e a nossa história. É o constante movimento dos batimentos cardíacos, é o constante movimento dos neurônios promovendo as sinapses neuronais e muitos outros movimentos constantes dentro do nosso corpo que sustentam a nossa vida.
Bem, parkour (assim como o wushu) é a nossa vida e como disse antes, para que haja vida, é necessário que haja constante movimento... Desde o movimento da simples gota de suor escorrendo pela nossa testa, até o movimento necessário para fazer o percurso mais complexo ou o tao-lu mais exigente...
E para que haja uma constante no treinamento, é imprescindível que deixemos de lado a preguiça, o medo e tudo aquilo que impede a nossa independência de movimentos, para seguirmos evoluindo, sendo sempre humildes nas nossas vidas, porque conhecimento não é nada sem humildade.
17/09/2010
Quem tem medo...?
Ah! O medo.
É inevitável. Uma hora ou outra ele vai fazer você travar bem na hora de um salto. E vai tentar te convencer que aquele não é o melhor caminho a ser tomado, é arriscado demais...
Como se não bastasse ele vai trazer a tona todas as cenas departoba quedas e falhas que você já viu.
A partir daí é você quem decide.
O medo pode ser uma barreira ou uma salvação.
Se você já fez o movimento várias e várias vezes e confia na sua capacidade, vá em frente!
Agora... se você percebe que está tentando fazer algo além da sua capacidade, não se arrisque por pouca coisa.
A melhor forma de evitar que o medo te atrapalhe é treinar o básico até adquirir confiança e conseguir fazer os movimentos sem pensar, deixando a responsabilidade de fazê-los ou não apenas para a sua memória muscular.
No final, quando chegar a hora do "vamo vê" você vai agradecer pelos minutos a mais que passou treinando seu rolamento, sua aterrissagem, a precisão ou aquela passada eficiente.
Lembre-se que o medo pode ser seu aliado ou seu inimigo, depende apenas da forma como você o encara.
É inevitável. Uma hora ou outra ele vai fazer você travar bem na hora de um salto. E vai tentar te convencer que aquele não é o melhor caminho a ser tomado, é arriscado demais...
Como se não bastasse ele vai trazer a tona todas as cenas de
A partir daí é você quem decide.O medo pode ser uma barreira ou uma salvação.
Se você já fez o movimento várias e várias vezes e confia na sua capacidade, vá em frente!
Agora... se você percebe que está tentando fazer algo além da sua capacidade, não se arrisque por pouca coisa.
A melhor forma de evitar que o medo te atrapalhe é treinar o básico até adquirir confiança e conseguir fazer os movimentos sem pensar, deixando a responsabilidade de fazê-los ou não apenas para a sua memória muscular.
No final, quando chegar a hora do "vamo vê" você vai agradecer pelos minutos a mais que passou treinando seu rolamento, sua aterrissagem, a precisão ou aquela passada eficiente.
Lembre-se que o medo pode ser seu aliado ou seu inimigo, depende apenas da forma como você o encara.
Assinar:
Postagens (Atom)








